TEMPO INDETERMINADO.
sexta-feira, 17 de dezembro de 2010
terça-feira, 14 de dezembro de 2010
Larissa Bello
05 de Dezembro de 1995, eu não havia completado sequer um ano de idade. Pois eu, tão pequenina e sem entendimento de nada, mal sabia o quão especial era esse dia. Com toda a certeza, posso dizer que mesmo sem saber falar ou expressar meus sentimentos, eu sabia, no fundo do meu pequeno coraçãozinho, que naquele exato momento, estava para ocorrer um dos acontecimentos mais especiais da minha vida. O nascimento da minha prima, minha querida irmã que não tive. Passaram-se alguns dias, e finalmente chegou minha festinha de 1 ano. E como sempre, ao meu lado desde pequena, ela estava ali. Com pouco mais de um mês, já se tornando presença constante em minha vida, como se faz até hoje. Ambas frágeis, pequeninas e recém-chegadas ao mundo. Do mesmo modo, ambas unidas. Garanto que não é por acaso que nos chamam de primas-gêmeas. Por maiores que sejam as diferenças fisicas, há algo que nos une lá no fundo, bem lá dentro. Este mesmo algo, nada nem ninguém pode mudar. Porque força nenhuma pode ser maior do que amor de irmãs. Não só nós duas, mas todos ficavam surpresos, quando chegavamos em algum evento, fosse familiar ou não, vestidas do mesmo modo. Me lembro claramente, como se fosse ontem, quando chegamos ao clube para ficarmos na piscina. Estávamos com o mesmo biquini, a mesma bolsa, o mesmo chapeuzinho. Ambos da Polly, diga-se de passagem. Relembro-me, que em épocas festivas, como natal, dias das crianças, e etc... Nossos familiares nos compravam presentes idênticos, iguais. Porque ambos sabiam que se o gosto agradasse a uma, agradaria a outra também. É algo que ninguém jamais explicará, é algo forte demais. Todos sabem, que podemos passar séculos sem nos ver, mas quando nos reecontramos, é como se nada tivesse ocorrido e como se tempo nenhum tivesse atrapalhado. Nos abraçamos, nos beijamos, e conversamos como se morassemos juntas. E assim fora desde pequenininhas, até hoje, quando posso dizer que nada entre nós mudou. A única diferença daqueles tempos para cá, é que a cada dia que passa, a minha certeza que você é a irmã dos meus sonhos, que é de você que eu preciso do meu lado pro resto da minha vida aumenta cada vez mais. As nossas risadas, batatas, panelas, nossos brigadeiros, celulares, cabelos, minha tortinha do Mc Donald's, recordações, fotos, videos... tudo isso me faz perceber que minha vida sem você, não seria dignamente chamada de vida. Eu te amo muito, e isso nunca vai mudar, não importa o que possa vir a acontecer. My Soul Sister.
Ilícita, melancólica. Minha visão era turva, meu mundo era fechado. Passou a ser assim desde que ele se fora. Nunca doeu tanto ouvir uma música. Os dias bonitos, os raios de sol, o canto dos pássaros... eram afrontos para mim desde que passei a conviver com a ausência dele. Foi tudo tão rápido, tão repentino... e por mais que fosse de outra maneira, eu jamais aceitaria o fato de não tê-lo aqui comigo, como sempre foi. Não sei sorrir sem lembrar de nossos momentos felizes; Não sei chorar sem lembrar da saudade que existe em mim; Não sei fazer nada que não tenha a presença ou a essência dele. Não sei me contentar com lembranças, não consigo. Não me dói vê-lo com outra, mas me dói saber que eu não o terei novamente. Dói mais ainda, quando lembro que esse sentimento é eterno, e conjuntamente, a minha dor e as minhas mágoas também. Maltido amor.
sábado, 11 de dezembro de 2010
1 ano... e parece que foi ontem.
Antes que eu pudesse perceber, ele já havia colado nossos lábios, numa colisão um tanto quanto rápida e maravilhosa. Senti os famosos choques percorrerem todo o meu corpo, e pararem direto no meu coração. Minhas mãos estavam molhadas, eu suava frio. Minha cabeça não raciocinava, não era hora. Ele me beijava com intensidade, porém com carinho. Confesso que tentei relutar um pouco, afinal, não poderia me entregar tão facilmente depois de tudo o que ele me fez. Mas espera um pouco... não era isso o que eu sempre quis? eu já não estava ali mesmo? por fim, acabei desistindo de corta-lo e me rendi aos encantos dele. Ele me beijava com vontade, com ferocidade, porém com calma, explorando cada canto da minha boca. Nossos lábios tinham um encaixe perfeito, como se fossem feitos um para o outro. Nossas linguas brincavam com intimidade, como se aquilo ocorresse a todo instante. Enquanto me beijava, ele acariciava minhas costas e eu entrelaçava meus dedos em seus cabelos macios. Foi quando percebi que havia perdido o controle. Ao mesmo tempo, como se fosse possível, ele entrelaçava suas pernas, sincronizadamente com as minhas. Nesse momento, ele cortou o beijo, olhos em meus olhos e me deu um demorado selinho. Após alguns sussuros, depositou calmamente um beijo em minha testa e repousou em meus braços. Pareciamos tão feitos um para o outro, nosso encaixe era tão perfeito, que eu cheguei a achar por um minuto que eu era a garota certa para ele. Mas esqueci de me lembrar, que nada dura para sempre. E devo dizer, que tudo acabou ali, da mesma forma que começou. Nosso tempo estava se esgotando, eu tinha que partir. O olhei por uma última vez. Seu rosto sereno, sua expressão suave, seus olhos levemente fechados. Sua respiração, que antes estivera ofegante e agora havia se acalmado, acompanhava o som do seu leve e lento batimento cardíaco. Eu poderia passar o resto da minha vida o vendo dormir, que eu jamais me cansaria. Mas eu tinha que partir. Foi quando ele abriu os olhos, e em questões de segundo, levantou-se e saiu do meu campo de visão. Foi quando constatei que naquele momento, mais do que nunca, eu iria sofrer. Por ter que aprender a viver sem aquilo que eu sempre quis e tive por um minuto. Mas que na verdade, eu queria para sempre.
10/12/2009 e 11/12/2009
Tudo o que faço, tem a presença dele. Meus atos tem muito - ou quase tudo - dele. Para absolutamente tudo que eu realizo, tanto em minhas ações, quanto em meus pensamentos e atitudes. Ele sempre está lá, presente. Parece que quanto mais distante estamos, mais perto ficamos. É profundamente assustador o modo como o destino nos aproxima e nos afasta tão ríspidamente. Posso estar o lado dele agora, e daqui a milésimos, estar a uma distância infindável, seje ela corporal ou espiritual. É algo que foge do meu controle, o qual eu nunca tive. A exaustão de senti-lo tão perto me deixa excitada, mas de um modo medroso. Sinto calafrios, arrepios, somente em imagina-lo perto. E a idéia de te-lo distante me assusta de um modo que descontrola até mesmo minhas lágrimas. Não sei ao certo o que sentir, na verdade, nem sei se sinto. Sei que o amo, e nada irá mudar isso.
Você. Ah, você. Porque você tem que ser tão eu? E porque eu tenho que ser completamente você? Eu deveria me sentir bem em outros braços, me acostumar sem você. Eu poderia perfeitamente encontrar coisas que me fizessem feliz. Mas eu não consigo... não posso simplesmente encontrar em outra pessoa os detalhes que me fazer ser cada dia mais sua. Não consigo gostar dos braços, dos olhos, do sorriso, do jeito de andar, de falar, de comer, de piscar de outra pessoa. Não sei recostar em outro peito e ouvir outro batimento cardíaco que não seja o seu. Não sei deixar outros me tocarem; não sei ser de outro. Só sei ser sua. Só sei sentir o toque da sua mão, só sei beijar os seus lábios. Só sei olhar em seus olhos, só sei segurar em suas mãos. Só sei querer você. E é assim que tem que ser.
Você, de outras e muitas. Eu, sua e só. Perfeitamente, sua.
Você, de outras e muitas. Eu, sua e só. Perfeitamente, sua.
Eu falo do que Maria fala; do nada, do inexistente, que só existe dentro de mim. Falo da contradição, do contrário, do errado, do outro lado. Falo daquilo que só eu sei, que ninguém entende. Falo do que eu sinto por não sentir nada. Falo da vontade, da loucura, da solidão. Da falta de amor pelo excesso dele. Falo de como conviver com o sofrimento e com a ausência. Falo de como é ter cada órgão, desde o coração até as vísceras, atingido pela mesma droga de sensação que não traz sensação alguma a não ser a do vazio. Falo das estrelas que Maria aponta no céu, aquelas mesmas que se apagaram junto comigo.
Hoje, mas extamente há 15 anos atrás, o mundo parou por um instante. O acontecimento mas aguardado de todos os tempos - ao menos por mim, que mesmo sem saber, já lhe amava - estava prestes a acontecer. O céu se calou, as estrelas se acenderam, os anjos pousaram os olhos em você; que estava ali, chegando ao mundo, com todos os seus minimos detalhes indispensáveis. Deus, ao seu lado, ao ouvir seu choro, baixinho porém estridente, derramou uma lágrima. Alegria, emoção, orgulho; por ter colocado no mundo não só mais uma pessoa. Mas a pessoa que faria a diferença, somente pela sua existência. E, como se não bastasse o maravilhoso ato de lhe criar, Deus lhe colocou em meu caminho. Ah, como eu o agradeço. Por ter feito minha vida ter um motivo, uma razão. Por me mostrar que é possível sim, amar alguém sem fronteiras, infinitamente. Mesmo depois de tantos anos, de tantos acontecimentos, fossem bons ou ruins... Ainda que tenha existido entre nós inúmeras brigas, inúmeros erros, inúmeras chateações... existe em mim um amor que passa por cima de tudo; um amor que só relembra momentos bons, divertidos, carinhosos e com amor. Que só relembra que a cada minuto, o que eu sinto por você se aumenta e se fortalece mais ainda. E esse amor, é o mesmo que me faz lembrar de como agora não posso lhe dizer o quão feliz estou por você estar comemorando mais um ano de vida. Por você crescer, por você se tornar cada vez mais homem, cada vez melhor. É ele que me faz sentir uma dor imensa, em lembrar que não posso abraçar-lhe e dizer-te o quanto o amo, o quanto quero ver-te feliz; não só dizer, porém demonstrar, todos os dias, estando ao seu lado, cuidando de você, sempre ali... Amparando-lhe, toda vez que venha a precisar. E não, não importa o quanto ou o que as pessoas venham a dizer; o que eu sinto por você é imutável, infindável, e nunca deixarei de senti-lo. É difícil ver-te tão de perto e sentir medo, ao menos que seja de dizer oi. Com toda sinceridade, não disse aqui praticamente nada do que pretendia dizer, ou ao menos um grão do que sinto - afinal, não é algo descritível - e seria completamente inútil tentar. Mas não importa... O mundo pode acabar, mas você vai continuar intacto, dentro de mim. Indestrutível, tanto quanto o meu amor por você.
07/12/2010
07/12/2010
Toda essa distância, infindável e dolorosa - ao menos para mim - que tem afastado a gente, ao mesmo tempo que me faz bem, me traz a pior das sensações. A sensação de ausência, da sua ausência. É o tipo de coisa que eu prometi a mim mesma nunca aceitar. Viver sem você. Porém, com o tempo, comecei a me acostumar. E mais uma vez, não me conformei em me acostumar a não lhe ter ao meu lado. Mas querido... são em dias, como hoje, que eu enxergo como sou estúpida. Como arranco meus sentimentos sem perceber, como me engano perfeitamente. Pelo menos até o momento que as lebranças - e, consequentemente junto com elas, você - me invadem com uma força súbita, repentina e maior do que mim mesma. Como nesse exato momento, aonde tudo o que se passa em minha cabeça é você e o amor que eu sinto por você. Eu viria sim, por você. Não importa quantas brigas possam vir, ou quanto tempo possamos ficar afastados. Não importa o que possa estar no caminho, nada importa. O que importa é que sim, eu estou, e sempre estarei aqui por você. Só por você. Sempre por você. Eterno...
Não. Não querido, não precisarás nunca preocupar-te em ficar só; porque aqui sempre estarei, embora que atrás de você, ao seu lado. Ainda que no escuro, ainda que sem asas e sem sonhos, aqui continuarei, amparando-te. Não necessitarás de nada, meu bem. Pois aqui estarei, enfrentando o impossivel para dar-lhe tudo. Inclusive eu mesma; que você sempre tivera.
Os anjos tornam-se fantasmas. As luzes apagam-se. A noite chega. Sua presença, embora que aqui não estejes, atormenta. Em um doce e distante sussurro, soprado pelo vento, ouço-lhe chamar meu nome. Minha dor aumenta cada vez mais. Seus olhos encaram me, ainda que para ti não esteje olhando. Silenciosamente, sinto meu rosto molhar-se. Subitamente, eu perco o controle. De minhas lágrimas. De você. De mim mesma. Da minha vida. De você e eu; que nunca fomos nós.
Em pensar que eu cheguei a dizer que não sentia mais nada por ti; eu só havia era me esquecido que o meu sentimento por você é infindável, indestrutível. Louco. Venha, querido, volte. Silencioso, calmo e intoxicante. Venha ser meu cigarro, meu álcool, minha droga. Venha ser meu ar poluido, minha máscara. Venha ser meu tudo e meu nada. Só posso com você, só quero com você, por você. Venha ser o que tens que ser e que ninguém será. Venha me preencher com seu vazio, venha me dar tudo com o seu nada. Porque mesmo você sendo nada, é tudo para mim. Somente para mim. Vou parar de bater, estou parando. Parei. Não pretendo voltar. Obrigada, coração.
Querido destino, obrigada por fazer um simples dia na minha vida se tornar uma difusão de alegria e tristeza profundas. Em um espaço tão grande, com um céu tão azul e um sol tão escaldante... com tantos lugares, tantas ruas, por um acaso, uma coinscidência... Eu estava ali, sozinha por dentro, quando algo me fez mudar o rumo e seguir em direção até então aquele lugar desconhecido. Até então, pois dali a uns segundos, enxerguei o muro de sua casa, e todos os pensamentos se dissiparam em minha cabeça. Só o que tinha nela era você. Sua casa e você, que ali não se encontrava. Foi quando, para minha surpresa, ao dobrar a rua, você estava ali. Com sua bermuda surrada, sua blusa larga e seu cabelo jogado, exatamente daquele jeito que eu amo. Foi quando tudo parou, quando o ar fugiu de meus pulmões e quando nada mais fazia sentido. E ao entrar em sua casa, e vê-lo ali, tão próximo... mas tão distante. Sem poder toca-lo, sem poder falar uma palavra sequer... Percebi que toda a dor havia voltado. O sentimento de perda, de não te ter comigo. O sentimento de culpa de ter te deixado ir. O sentimento de falta, que so você causa. O sentimento chamado amor, que eu só conseguirei sentir por você. E o ultimo Adeus, que não foi dado. Será esse o nosso fim?
Não sei como, isso está começando a sair de mim, e essa possibilidade me apavora. Não sei se consigo suportar viver sem essa tristeza, sem essa solidão, sem você dentro de mim. Na verdade, os meus sentimentos agora por você são quase inexistentes. Tem outro tentando tomar o seu lugar, tentando ter o que é seu, o que lhe pertence, o que lhe apetece. Mas eu não estou tendo forças para impedi-lo. Uma hora todos cansam, e eu sei que nossa história realmente terminou. O que fiz foi entregar tudo nas mãos de Deus, e que fosse como ele planejasse. Sendo assim querido, seja feliz. Por mais que você não seja meu, eu sempre vou te considerar sendo. Por mais que eu não sinta nada por você, no fundo, no fundo, sempre irei sentir. Pode até ser contraditório, mas como algo pode ser certo em uma alma de contradições como a minha?
Não é válido, não existe. Isso é dolorido, isso é frágil. É distante, apavorante. Absurdamente louco. Não sinto mais nada ao olhar sua foto, não sinto dores ou remorsos. E tudo vai embora, toda a inspiração, todo o ar, toda a vida. Chega o medo, a incerteza, a indecisão. A maior dor de todas, que é da perda. Não da sua perda, mas a dos meus sentimentos. Queria a uma altura dessas saber aonde eles foram parar. Porque?
Eu poderia viver perfeitamente sem nada. Podeira morrer de fome, não ter moradia, dinheiro, nada. Viveria isolada, sem amigos, em um lugar deserto aonde nem mesmo os raios de sol e as gotas de chuva poderiam alcançar. Eu só não suportaria viver sem você. Porque nada disso importa quando você me alimenta com seus beijos e me protege em seus braços. Dinheiro jamais me traria felicidade, porque ela se resume em você. Não precisaria de amigos com você ao meu lado, sempre me ouvindo e me consolando. E por mais que sejamos apenas dois, nunca estariamos sozinhos estando juntos. Estar ao seu lado vale mais do que qualquer coisa em todo esse mundo. Não necessito de nenhuma força da natureza quando toda a minha força vem de você. Eu te amo.
Lembranças... é tudo o que restou de nós. O nós que nunca existiu um dia. Não importa se elas foram boas ou ruins, o importante é que você estava lá e fez ela se tornarem inesquecíveis, como tudo o que eu fazia ao seu lado. Por mais que existisse um principe em minha vida que fosse perfeito e me amasse, de nada adiantaria. Ele não seria você. Eu te quero do jeito que você. Com todo seu jeito de ser, sem exceções, sem regras, sem escrúpulos, com todos os seus defeitos, que me fazem te querer cada vez mais. Eu amo você e continuaria te amando em qualquer circunstância. Mesmo que fosse o pior de todos. O que importa não é como ou quem é. O que importa é você. Sempre.
Sinto falta de você como se me faltasse o ar; sinto falta do seu jeito arrogante de falar, da sua ignorância ao responder algo, da sua raiva passageira que nunca passava. Das suas intervenções e gritarias, das nossas brigas e discussões, pelos mostivos mais banais ou não que existiam. Nossos carinhos... abraços beijos, palavras sussuradas ao pé do ouvido, acompanhadas de sensações altamente extasiantes, nunca sentidas antes. Só acontece quando estou com você. Nossos momentos... ah, momentos. Não deveriam acabar. Mas só por terem acontecido, agradeço de joelhos. Momentos bons, ruins, estáveis, não importa quais... eu gostava da nossa montanha russa. Somos um eterno sobe e desce, e o efeito é frustrante; é aquele tipo de brinquedo no parque de diversões que quando você entra, nunca mais quer sair. Não nego que me faz mal pensar em você. Mas não por pensar, mas sim por saber que eu não te tenho mais ao meu lado. Tudo vale a pena com você. Mas sem você... é tudo um grande nada. Sei que as coisas não voltarão a ser com eram, mas eu ainda tenho esperança de poder ao menos te dizer oi novamente, e ver você abrir aquele imenso sorriso ao pronunciar meu nome. Mas o que realmente espero, é que algum dia, por mais tarde que seja, você reconheça o quanto eu te amo e o quanto você significa pra mim.
Que ela te ame, te queira e te deseje. Que ela te faça feliz. Mas ela nunca faria o que eu faço por você. Ela não se entregaria ao nada, não daria a sua vida. Não te amaria como eu amo. Não desse jeito, não como eu. Mesmo que seje ela quem você quer, mesmo que esteja recíproco o sentimento dos dois, em nada isso abala o meu. Não é de hoje, já aguentei muito além. Mas dessa vez, foi longe demais. Espero, querido, que sejas feliz como nenhum outro ser humano. Desejo que ela cuide de você, e você dela. Que ela te respeite e seje fiel, e a você vale o mesmo. Mas nunca se esqueça, que a hora que precisar, estarei aqui. Te esperando para um abraço, para um olhar, para um oi, ou até mesmo para o silêncio, porque para mim, somente sua presença vale. Que os dois saibam como seguir o caminho do amor, e que consigam completar um ao outro. Te desejo, meu amor, tudo de mais perfeito nessa vida. E continue sempre sendo esse anjo que você é. Eu te amo, sempre vou te amar. Não importa aonde nem com quem se encontre. Se estiver feliz, estarei também. Quando eu disse que estaria disposta a fazer tudo por você, abrir mão do meu amor era uma delas. Até algum dia querido. E não importa a distância, sempre estarei perto. Amo você.
Essa dor que não sai, essa angústia que não me deixa em paz. Já não sei mais para onde olhar na esperança de esquece-lo, pois em tudo o que me compete tem algum pedaço seu. Seje fora ou dentro de mim. Na verdade, é mais por fora. Porque dentro, eu sou completamente você. Não em pedaços, mas inteiramente. Você me consome, me integra, me tem de um modo unico, jamais visto antes. Não posso ao menos dizer que meu coração está quebrado, porque não tenho mais um. Como vivo? fingimento. Não estou viva. Nem quero estar, não vale a pena sem você. Uma sombra inexistente, um vale escuro, um mar enfurecido, uma terra seca, um coração partido. Um nada, é isso que sou sem você. E assim permanecerei até que resolvas voltar e trazer-me a vida novamente. Não peço-lhe nada demais, apenas que voltes para minha vida, mesmo que seje como antes. Ao menos para te sentir perto, de qualquer modo, não importa qual. Me dê a certeza de poder dizer-lhe oi, sem ter receio que vires o rosto. Mas por favor, venha depressa...
Eu tento. Realmente tento me levantar, recomeçar, viver agora tudo o que eu perdi enquanto estava ao encalço de sua existência e presença em minha vida. Toda vez que cato os pedaços do meu coração, você vem e os espalha novamente. De noitinha, no exato momento em que a brisa gélida corta minha pele, eu conto ao meu travesseiro silenciosamente tudo o que dói em mim. Sem palavras, uso apenas as lágrimas e a força para apertá-lo toda vez que a vontade de gritar vem junto co a dor latente que invade o meu peito. Não posso dormir, pois algo denominado você, que mesmo distante continua perto, vaga livremente dentro de mim, consumindo-me cada pedaço, interamente, cada átomo de meu corpo cansado; cansado de te esperar, de sentir sua falta, de chorar por você. É quanto então a exaustão e o sono penetram profundamente em mim, chegando para aliviar o meu sofrimento infinito. Fecho os olhos, tentando abstrair tudo aquilo e, através dos meus distantes sonhos, tento recuperar os pedaços restantes de meu coração novamente. Ao menos enquanto eu te amar isso acontecerá. E a propósito, sim, eu já estou ciente que isso não terá fim.
Tenho medo, meu coração não aprendeu a lidar com isso, não aprendeu a lidar com você nem com sua falta. Quando estou finalmente conseguindo, quando digo que é tarde, quando estamos finalmente alcançando o ápice do fim, você retorna, vagarosa e doloridamente para me mostrar que não irá sair da minha vida tão cedo. Mas eu não sou sua princesa e não vou correr aos seus braços novamente como sempre fiz. Necessitamos aprender algo de nossas lições anteriores, e se teve algo que eu aprendi foi que não devemos facilitar o prato principal ao nosso inimigo. Por mais que eu te ame, não posso me rebaixar a esse ponto, não posso regredir. Não é orgulho, é amor próprio. Eu o tinha antes de você entrar na minha vida e leva-lo embora. Sinto muito, mas agora o recuperei e não pretendo o deixar escapar novamente. Nem meu amor próprio, nem você. Não vou atrás, mas te espero aqui, para a hora que quiser voltar. Afinal, ao amor nada podemos negar.
Me divido, interminantemente entre continuar te amando ou tentar te odiar. Fracassada e desesperada tentativa de te tirar de mim, pois sei que jamais conseguiria tal ato. Você é como uma parte arrancada, é como se eu não funcionasse sem você. E não funciono, ainda estou de pé por um milagre. Assim como um coração necessita de sangue, eu necessito de você. É muito mais forte do que eu possa controlar, foge de mim. Não sei explicar, só sei sentir. Nada posso fazer em relação a isso, não sei amar pela metade, não sei amar outros, só sei amar você. Não quero aprender a te ter longe de mim, e não irei. é você, e se não for você não será ninguém. Irei te amar incondicionalmente com cada parte do meu corpo, com cada célula, cada átomo, com cada componente quimico presente em mim. Com todo meu coração, com todo meu corpo, toda minha alma e toda minha vida. Algo tão forte assim não é fácil de se achar nem de se sentir. Por isso que eu dou valor ao que sinto, por isso que dou valor a você. E sinceramente, não sei o que eu faria ao te perder.
Naquele momento, quando demos nossas mãos, tive a certeza que era ao seu lado que eu deveria ficar. Dali pra frente, para sempre. Sensações estranhas percorrendo meu corpo, tudo e todos em volta sumiram, congelaram, como se fosse mágica. Sempre acontece quando estou com você. Sua presença me completa, mas sua ausência me afoga. Naqueles dias, de eterna insegurança quanto a minha vida, e de como ela será sem você. Ou melhor, de como ela não será, porque vida sem você não existe, e eu não faço a minima questão que exista. Tarde da noite, como já de rotina, eu pensando em você e lembrando de nossos momentos. Olhei para a lua e por um momento hesitei ter enxergado seu rosto nela. A brisa gélida cortava minha pele, fazendo arrepiar-me da cabeça aos pés. Mas a lembrança de sua indiferença é a pior das navalhas. Sua indecisão, seus receios, assim tanto quanto seus medos; tantos que combati. Suas lágrimas; tantas que enxuguei. Em pensar que tudo o que eu mais queria era ver nossos nomes escritos na areia da praia, com um coração envolto neles e um para sempre escrito em baixo. Doce sonho, distante ilusão.
Quando menos se espera, é que você
percebe o pedaço que te falta.
Você é ele. Você é o meu sol
iluminando outra face, é minha
chuva molhando outro campo,
é meu coração batendo em outro corpo.
Você é a parte que eu nunca percebi que
precisava, porém que preciso mais do
que a mim mesma. Você é meu porto seguro.
Você é tudo o que eu preciso e quero,
Você é minha vida, você é meu. Você é.
percebe o pedaço que te falta.
Você é ele. Você é o meu sol
iluminando outra face, é minha
chuva molhando outro campo,
é meu coração batendo em outro corpo.
Você é a parte que eu nunca percebi que
precisava, porém que preciso mais do
que a mim mesma. Você é meu porto seguro.
Você é tudo o que eu preciso e quero,
Você é minha vida, você é meu. Você é.
Nunca pensei que poderia sentir algo tão forte por alguém; na verdade, cheguei a pensar que sentimento algum poderia causar essa sensação. Mas e o que fazemos quando mal conseguimos respirar ao lado de alguém? Quando as palavras fogem, as pernas tremem, o coração dispara... Quando um único perfume, um único toque, um único olhar ou uma simples palavra fazem você perder o chão? O que acontece quando o seu coração não te pertence mais? é uma sensação estranha, ruim e boa de se sentir ao mesmo tempo. Boa porque você percebe que tudo na sua vida muda, você passa a ter uma razão ao se levantar todos os dias, passa a ter uma motivação para tudo o que faz, para tudo o que pensa. E também passa a ter mais preocupação; a todo minuto se pergunta como a pessoa está, se está bem, se precisa de algo, com quem está, o que está fazendo, se está feliz... Pensa também em mil maneiras para pôr um sorriso no rosto da pessoa amada quando ela está prestes a deixar uma lágrima cair. Cria planos, pensa no futuro; faz tudo por ela, se vira contra tudo e todos, muda sua vida, seu jeito de ser, seus planos... e tudo dá errado. Quando simplesmente as coisas começam a dar certo, você tem a prova de que nada é perfeito ou dura para sempre, e aquilo tudo que parecia tão maravilhoso se acaba em questão de segundos. E toda a magia? para onde vai? O que acontece quando a única coisa que os restava é quebrada? O que acontece quando até mesmo a amizade chega ao fim? Para onde vai tudo? Para onde foi meu coração, aonde está? Junto com ele. Sempre estará. Poderei eu fugir de toda essa tormenta? Poderei respirar novamente?
Assinar:
Postagens (Atom)