sábado, 11 de dezembro de 2010

Os anjos tornam-se fantasmas. As luzes apagam-se. A noite chega. Sua presença, embora que aqui não estejes, atormenta. Em um doce e distante sussurro, soprado pelo vento, ouço-lhe chamar meu nome. Minha dor aumenta cada vez mais. Seus olhos encaram me, ainda que para ti não esteje olhando. Silenciosamente, sinto meu rosto molhar-se. Subitamente, eu perco o controle. De minhas lágrimas. De você. De mim mesma. Da minha vida. De você e eu; que nunca fomos nós.

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