sábado, 11 de dezembro de 2010

1 ano... e parece que foi ontem.

Antes que eu pudesse perceber, ele já havia colado nossos lábios, numa colisão um tanto quanto rápida e maravilhosa. Senti os famosos choques percorrerem todo o meu corpo, e pararem direto no meu coração. Minhas mãos estavam molhadas, eu suava frio. Minha cabeça não raciocinava, não era hora. Ele me beijava com intensidade, porém com carinho. Confesso que tentei relutar um pouco, afinal, não poderia me entregar tão facilmente depois de tudo o que ele me fez. Mas espera um pouco... não era isso o que eu sempre quis? eu já não estava ali mesmo? por fim, acabei desistindo de corta-lo e me rendi aos encantos dele. Ele me beijava com vontade, com ferocidade, porém com calma, explorando cada canto da minha boca. Nossos lábios tinham um encaixe perfeito, como se fossem feitos um para o outro. Nossas linguas brincavam com intimidade, como se aquilo ocorresse a todo instante. Enquanto me beijava, ele acariciava minhas costas e eu entrelaçava meus dedos em seus cabelos macios. Foi quando percebi que havia perdido o controle. Ao mesmo tempo, como se fosse possível, ele entrelaçava suas pernas, sincronizadamente com as minhas. Nesse momento, ele cortou o beijo, olhos em meus olhos e me deu um demorado selinho. Após alguns sussuros, depositou calmamente um beijo em minha testa e repousou em meus braços. Pareciamos tão feitos um para o outro, nosso encaixe era tão perfeito, que eu cheguei a achar por um minuto que eu era a garota certa para ele. Mas esqueci de me lembrar, que nada dura para sempre. E devo dizer, que tudo acabou ali, da mesma forma que começou. Nosso tempo estava se esgotando, eu tinha que partir. O olhei por uma última vez. Seu rosto sereno, sua expressão suave, seus olhos levemente fechados. Sua respiração, que antes estivera ofegante e agora havia se acalmado, acompanhava o som do seu leve e lento batimento cardíaco. Eu poderia passar o resto da minha vida o vendo dormir, que eu jamais me cansaria. Mas eu tinha que partir. Foi quando ele abriu os olhos, e em questões de segundo, levantou-se e saiu do meu campo de visão. Foi quando constatei que naquele momento, mais do que nunca, eu iria sofrer. Por ter que aprender a viver sem aquilo que eu sempre quis e tive por um minuto. Mas que na verdade, eu queria para sempre.
10/12/2009 e 11/12/2009

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