sábado, 11 de dezembro de 2010
Essa dor que não sai, essa angústia que não me deixa em paz. Já não sei mais para onde olhar na esperança de esquece-lo, pois em tudo o que me compete tem algum pedaço seu. Seje fora ou dentro de mim. Na verdade, é mais por fora. Porque dentro, eu sou completamente você. Não em pedaços, mas inteiramente. Você me consome, me integra, me tem de um modo unico, jamais visto antes. Não posso ao menos dizer que meu coração está quebrado, porque não tenho mais um. Como vivo? fingimento. Não estou viva. Nem quero estar, não vale a pena sem você. Uma sombra inexistente, um vale escuro, um mar enfurecido, uma terra seca, um coração partido. Um nada, é isso que sou sem você. E assim permanecerei até que resolvas voltar e trazer-me a vida novamente. Não peço-lhe nada demais, apenas que voltes para minha vida, mesmo que seje como antes. Ao menos para te sentir perto, de qualquer modo, não importa qual. Me dê a certeza de poder dizer-lhe oi, sem ter receio que vires o rosto. Mas por favor, venha depressa...
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