sábado, 11 de dezembro de 2010
Eu tento. Realmente tento me levantar, recomeçar, viver agora tudo o que eu perdi enquanto estava ao encalço de sua existência e presença em minha vida. Toda vez que cato os pedaços do meu coração, você vem e os espalha novamente. De noitinha, no exato momento em que a brisa gélida corta minha pele, eu conto ao meu travesseiro silenciosamente tudo o que dói em mim. Sem palavras, uso apenas as lágrimas e a força para apertá-lo toda vez que a vontade de gritar vem junto co a dor latente que invade o meu peito. Não posso dormir, pois algo denominado você, que mesmo distante continua perto, vaga livremente dentro de mim, consumindo-me cada pedaço, interamente, cada átomo de meu corpo cansado; cansado de te esperar, de sentir sua falta, de chorar por você. É quanto então a exaustão e o sono penetram profundamente em mim, chegando para aliviar o meu sofrimento infinito. Fecho os olhos, tentando abstrair tudo aquilo e, através dos meus distantes sonhos, tento recuperar os pedaços restantes de meu coração novamente. Ao menos enquanto eu te amar isso acontecerá. E a propósito, sim, eu já estou ciente que isso não terá fim.
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